Penso que não haja melhor forma de falar sobre autoconhecimento do que começando pela minha própria história.
Quero dizer-vos, antes de mais, que iniciar esta jornada não é um caminho linear. Não é algo que se planeie ao detalhe, mas pode, e deve, ser orientado com intenção e tranquilidade. Devemos seguir o nosso ritmo e apenas o nosso.
No meu caso, a procura por compreender verdadeiramente quem sou e o que precisava foi um processo profundo, feito de várias experiências e sessões que me levaram a questionar muito daquilo que eu acreditava ser “normal” e deitando abaixo crenças e limites que não eram meus.
Cada pessoa tem a sua história, e a minha começa numa infância onde raramente tinha espaço para expressar o que sentia. Quando o fazia, sentia-me julgada. Materialmente nada me faltava, mas emocionalmente cresci no meio de silêncios forçados e emoções não compreendidas.
Levei esse padrão comigo para a vida adulta, acreditando que guardar o que sentia era a melhor forma de proteger os outros. Mas, na verdade, quem se magoava era eu. Aos poucos, essa contenção transformou-se num balão que se enchia até explodir em lágrimas, raiva ou afastamento.
Tudo começou a mudar quando me tornei mãe. Foi aí que percebi o que era amar verdadeiramente alguém e, ao mesmo tempo, senti um forte apelo para me reencontrar. Entendi que algo em mim precisava de cura.
A partir daí, mergulhei numa busca interior: meditação, regressões, o contacto com a minha criança interior… e numa sessão de hipnoterapia tive uma clareza profunda sobre o que se passava dentro de mim. Não podia mais ignorar o que sentia.

Comecei então um processo de psicoterapia, reforcei a meditação, permiti-me sentir, falar e partilhar. Passo a passo, fui reencontrando a mulher e a criança que, durante tanto tempo, não puderam ser elas mesmas. Apesar de já ter feito um longo caminho, em cada experiência ou encontro comigo mesma, descubro novas facetas minhas e descobrindo o meu verdadeiro caminho da minha vida.
De forma resumida, a minha jornada começou com a simples perceção de que algo não estava bem, que eu não estava a ser leal a mim própria. Pedi ajuda e vivi experiências transformadoras, como a meditação, a hipnoterapia e as constelações familiares, que me ajudaram a descobrir partes de mim que pediam para ser vistas, acolhidas e amadas.
Não se esqueça, o autoconhecimento não é sobre se se tornar alguém novo, é sobre lembrar-se de quem sempre foi. Acabo com esta frase de uma figura que deixou um legado maravilhoso:
“Quem olha para fora, sonha; quem olha para dentro, desperta.” — Carl Jung
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